Sistema B: O que é e como fazer parte?

Trabalhando em cima do conceito de empreendedorismo socioambiental – este que age em prol do bem estar das pessoas, das sociedades e da Terra –, surgiu em 2006, nos Estados Unidos, o B Lab, iniciativa cuja sua missão é apoiar a construção de ecossistemas favoráveis para as empresas B e outros atores econômicos que usam a força de mercado para resolver problemas sociais e ambientais. O movimento chegou em 2012 na América Latina e em 2013 no Brasil, onde ficou conhecido como Sistema B,no qual o B se refere aos benefícios citados.

Dito isso, como se tornar uma Empresa B? Para adquirir a certificação, as empresas passam por um processo que pode durar entre 6 a 24 meses, começando pelo preenchimento de um formulário com 200 perguntas que analisam cinco diferentes dimensões, sendo elas: a governança, avaliando a transparência e a prestação de contas da empresa; os trabalhadores, medindo os benefícios oferecidos, o ambiente de trabalho, etc.; o meio ambiente, relatando as práticas e produtos ambientais, as emissões poluentes, etc.; a comunidade (fornecedores e distribuidores), analisando o envolvimento local, a geração de emprego, os produtos e serviços oferecidos, etc; e o modelo de negócio da empresa.

Ao finalizar o questionário, o sistema lançará uma nota para a empresa avaliada, se essa pontuação for inferior à 80, melhorias serão sugeridas – através de relatórios, guias e estudos de casos gratuitos – para que a instituição se adapte aos critérios da certificação, sendo possível realizar o questionário novamente após um tempo. Caso o contrário aconteça e a pontuação da empresa seja superior à 80 pontos, será necessário a comprovação de todas as respostas, através da apresentação de documentos oficiais.

O Sistema B oferece diversas oportunidades às empresas que nele entram, sendo algumas delas: melhoria continua, ajudando as empresas através da ferramenta da certificação; divulgação e posicionamento, disponibilizando espaço em mídias e eventos; atividades de intercâmbio, em que a Comunidade B oferece projetos de aprendizado, conversação e networking; e a atração de talentos, afinal as pessoas passaram a buscar trabalhos em empresas que possuem um propósito, isto é, um objetivo maior.

Atualmente, o B Lab conta com 3.285 Empresas B, atuando em 71 países diferentes, totalizando 149 apenas no Brasil, sendo as áreas de maior impacto: os clientes; o meio ambiente; a comunidade; e os trabalhadores, respectivamente. Vale destacar que a Natura Cosméticos, com sede localizada no Brasil, é considerada a maior companhia de capital aberto já certificada pelo Sistema B no mundo.

Referências

B LAB. Medindo o que importa: Avaliação de Impacto B, 2020. Saiba Mais. Disponível em: <https://bimpactassessment.net > Acesso em: 24 de abril de 2020.

ECOA, Paula Rodrigues de. Você sabe o que é uma Empresa B? É difícil se tornar uma. UOL, 2019. Disponível em: <https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2019/10/25/sistema-b-selo-certifica-empresas-com-boas-praticas-socioambientais.htm>. Acesso em: 12 de abril de 2020.

FEILER, Camila. Sistema B: O que é isso?.Nossa Causa, 2014. Disponível em: <https://nossacausa.com/sistema-b-o-que-e-isso>. Acesso em: 29 de março de 2020.

Sistema B reúne empresas que aliam lucro a preocupação socioambiental, 2018. Disponível em: <https://gife.org.br/sistema-b-reune-empresas-que-aliam-lucro-a-preocupacao-socioambiental/>. Acesso em: 12 de abril de 2020.

INFOGEEKIE, O que é Sistema B?, 2017. Disponível em: <https://www.geekie.com.br/blog/sistema-b/>. Acesso em: 12 de abril de 2020.

SISTEMA B. Sistema B: Redefiniendo el sentido del éxito em lá economia, 2020. Movimento Global. Disponível em: <https://sistemab.org/movimiento-global/>. Acesso em: 29 de março de 2020

VIEIRA, Alina. Conheça o Sistema B: um movimento de empresas onde o lucro anda junto om os benefícios sociais. Projeto Draft, 2014. Disponível em: <https://www.projetodraft.com/conheca-o-sistema-b-um-movimento-de-empresas-onde-o-lucro-anda-junto-com-os-beneficios-sociais/>. Acesso em: 29 de março de 2020.

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NETFLIX: O QUE A TRANSFORMOU EM UM SUCESSO GLOBAL?

Netflix diz ter ganhado mais de 10 milhões de novos assinantes ...

Em 2018, a organização ultrapassou a Disney e tornou-se a empresa de mídia com maior valor de mercado. Em 2019, o serviço de streaming atingiu quase 150 milhões de assinaturas. Esses dados, por si só, evidenciam que a Netflix é um dos maiores cases de sucesso da atualidade. Mas, afinal de contas, quais fatores contribuíram para isso? Como a Netflix se transformou em um dos grandes símbolos da revolução digital e nomes no mercado de mídia? Primeiramente, é importante saber que nem sempre foi assim!

A Netflix foi fundada em 1997 por Reed Hastings e Marc Randolph na Califórnia. A empresa iniciou sua jornada como uma locadora de filmes, até que, em 1998, também passou a realizar entregas de DVDs via correios por meio do site da empresa. Esse é o primeiro fator que explica o sucesso da plataforma ainda em seu início: inovação. Apenas um ano depois de sua criação, os fundadores foram capazes de perceber que somente fornecer um serviço de aluguel de filmes não era suficiente, era preciso estar atento às tendências da época e agregar isso a empresa. Nesse caso, essa tendência era a internet, que começou a se desenvolver, de fato, no início da década de 90, e foi uma importante ferramenta para trazer inovação ao empreendimento e facilidade ao cliente, o que acabou gerando um novo modelo de negócio e permitiu sua expansão.

Outro fator importante que explica o sucesso atual da Netflix, e que também foi incorporado a ela ainda nos primeiros anos após sua criação, é a capacidade de personalização que o serviço oferece. Em 1999, a empresa, ainda em seu momento de inovação, lançou o serviço de locação ilimitada por assinatura e, um ano depois, com base nas escolhas dos então assinantes, passou a disponibilizar um sistema de recomendação personalizada de filmes. Não muito diferente de hoje, certo? Entretanto, em tempos em que ainda não havia redes sociais, sites e vídeos em que pudessem ser feitas recomendações de filmes, como atualmente, era extremamente prático ter uma lista pessoal com títulos que poderiam lhe agradar.

Mas quando e como a Netflix se tornou o que é hoje? Em 2007, período esse que a internet já estava em um bom estágio de “evolução”, a empresa deu início ao serviço de transmissão online, o qual permitia seus assinantes assistirem a filmes e séries a qualquer momento no próprio computador (por um valor fixo com razoável custo-benefício). Um ano depois, a Netflix inicia parcerias com diversos fabricantes de aparelhos eletrônicos para disponibilizar a transmissão também em televisores, smartphones, tablets e entre outros dispositivos. Além de parcerias com esse tipo de indústria, a Netflix assinou contratos com importantes companhias de mídia, como a Paramount Pictures, Disney, Sony e Lionsgate, o que agregou ainda mais títulos ao seu catálogo. Assim, é possível perceber que além das constantes inovações que eram empreendidas pelo serviço de streaming, a busca pela dinamização destas também era frequente.

Passados alguns anos, em 2013, a Netflix lançou seus primeiros títulos originais, como “Orange Is The New Black” e “House of Cards”, os quais, até hoje, são um sucesso entre o público e a inseriram em importantes premiações como o Oscar e o Emmy. Disso é importante destacar um ponto que também consolida a plataforma como um case de sucesso: produções próprias divulgam o nome da empresa em importantes meios, o que impulsiona significativamente o marketing da empresa. Assim, a Netflix não é mais apenas um serviço de streaming, mas acabou por se engajar no mercado de produção das obras, o que evidencia, cada vez mais, a capacidade de inovação da plataforma.

Por último, mas não menos importante, é necessário destacar outro fator que também configura a Netflix como um case de sucesso e que, talvez, seja a grande marca do streaming: facilidade. Desde sua criação, antes mesmo de se tornar mundialmente conhecida pelo formato que tem hoje, a empresa tinha como objetivo facilitar a vida de seus clientes: foi uma das primeiras a remover as multas por atraso de devolução dos filmes, coisa que era extremamente comum na época, e a realizar entregas de DVDs via correios.

Atualmente, essa simplificação do serviço para o cliente se consolida por meio de uma plataforma digital com conteúdo vasto e de fácil acesso, com um custo razoavelmente acessível. Além da facilidade no cadastro e no acesso ao site, o streaming também tem uma proposta atraente para o usuário que está assinando o serviço pela primeira vez: 30 dias grátis de uso, e caso este não goste do serviço, pode cancelar o cadastro sem pagar nada por isso. Acontece que, dificilmente, a gente não vicia em alguma série da Netflix, né? Assim, fica facinho atrair e fidelizar clientes!

REFERÊNCIAS:

CANAL TECH, Netflix: com a Netflix, você tem o controle. Disponível em: <https://canaltech.com.br/empresa/netflix/>. Acesso em: 09 de maio de 2020.

G1, Netflix passa Disney e vira empresa de mídia com maior valor de mercado. Disponível em: <https://g1.globo.com/economia/noticia/netflix-passa-disney-e-vira-empresa-de-midia-com-maior-valor-de-mercado.ghtml>. Acesso em: 09 de maio de 2020.

MORAES, Daniel. Originalidade, posicionamento e divulgação: o que você pode aprender com a estratégia da Netflix. Disponível em: <https://rockcontent.com/blog/estrategia-da-netflix/>. Acesso em: 09 de maio de 2020.

NETFLIX MEDIA CENTER, Sobre a Netflix. Disponível em: <https://media.netflix.com/pt_br/about-netflix>. Acesso em 09 de maio de 2020.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12.06.2020.

Por: Flávia Torres.

Mudanças Sociais e Econômicas: A Inovação em Tempos de Crise

 

Criatividade e Inovação: suas poderosas armas na luta contra o ...

George Santayana, em seu livro “A vida da razão” (1905), é o autor por trás da famosa frase “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão fadados a repeti-lo”. Nesse contexto, a história tem o papel importante de catalogar as grandes vitórias e derrotas da humanidade, em uma sequência cronológica de inovação e progresso. Toda grande catástrofe foi propulsora de intensas mudanças sociais e econômicas, as quais empresas e gestores tiveram de se adaptar para sobreviver e prosperar.

A Peste Bubônica, conhecida popularmente como Peste Negra, por exemplo, foi responsável pela morte de, pelo menos, ⅓ da população europeia ao longo do século XIV. A grande perda de mão de obra forçou empresários a aumentarem salários para atrair novos empregados. A necessidade de trabalhar mais para suprir as demandas resultou no desenvolvimento de ferramentas e, posteriormente, à Primeira Revolução Industrial. O poder de compra da população aumentou, consequentemente elevando a alfabetização e o desenvolvimento das ciências, incluindo o início da medicina moderna (MEHTA, 2020). Ou seja, vemos que a história nos ensina que grandes acontecimentos geram grandes mudanças na economia, fato que pudemos vivenciar em outra grande pandemia, com a COVID-19, decretada em março de 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Aproximadamente 4,5 bilhões de pessoas (60% da população mundial, considerando os 7,79 bilhões estimados pela ONU em 2020) foram submetidas ao distanciamento social em abril deste ano, segundo dados da AFP (Agence France-Presse), sendo pelo menos 2,93 bilhões de habitantes obrigados a fazê-lo de acordo com as medidas aplicadas por seus respectivos países. Com essa grande quantidade de mão de obra impedida de produzir, empresas ao redor do mundo tiveram que buscar novas estratégias para manter seu nível de vendas como forma de diminuir suas perdas e manter seus clientes. Além disso, houve um grande investimento por parte das organizações na área do e-commerce e aplicativos de entrega rápida se tornaram cada vez mais acessíveis à população, e o home office se tornou essencial para a maioria das empresas de serviços.

Ou seja, a pandemia de 2020 antecipou a chamada “economia do isolamento” (MEHTA, 2020), de forma que o sistema de trabalho à distância, modelo que até então era relutantemente implantado por apenas algumas empresas, se tornou um modelo essencial após a urgência da adoção do distanciamento social (LABRIOLA, 2020). Com isso, o e-commerce se tornou uma opção mais acessível ao consumidor moderno e, após o grande investimento das empresas em desenvolvê-lo, continuará a atuar com força na maioria das organizações. O padrão de compra do cliente possivelmente será alterado, pois mesmo após o fim da pandemia a população ainda deverá se readaptar às lojas físicas e as tendências dos serviços virtuais deverão se tornar permanentes. Apesar de todos os prejuízos econômicos vividos pelas empresas, podemos afirmar que o maior legado deixado para as organizações será essa nova revolução digital e com ela, todas as oportunidades e ameaças desse meio.

REFERÊNCIAS

COVID-19 deixa 4,5 bilhões de pessoas confinadas no mundo. Estado de Minas Internacional, 2020. Disponível em <https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2020/04/17/interna_internacional,1139616/covid-19-deixa-4-5-bilhoes-de-pessoas-confinadas-no-mundo.shtml>. Acesso em: 15 de maio de 2020.

LABRIOLA, Pietro. Maior legado da Covid-19 para o setor empresarial será a coragem digital. Folha de São Paulo, 2020. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/05/5g-sera-essencial-para-manter-home-office-pos-pandemia.shtml>. Acesso em: 17 de maio de 2020.

MEHTA, Kumar. Por que o coronavírus pode estimular a inovação. Forbes, 2020. Disponível em:<https://forbes.com.br/negocios/2020/03/por-que-o-coronavirus-pode-estimular-a-inovacao/>. Acesso em: 15 de maio de 2020.

SCHNAIDER, Amanda. Estratégias das marcas para o pós-pandemia. Meio&Mensagem, 2020. Disponível em: <https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2020/04/16/estrategias-das-marcas-para-o-pos-pandemia.html>. Acesso em: 17 de maio de 2020.

VINHAS, Tânia. Frase da semana: “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. SuperInteressante, 2016. Disponível em: <https://super.abril.com.br/blog/superblog/frase-da-semana-8220-aqueles-que-nao-conseguem-lembrar-o-passado-estao-condenados-a-repeti-lo-8221/>. Acesso em: 15 de maio de 2020.

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BIANCA ANDRADE E ANITTA: O QUE ESSAS ESTRELAS TÊM EM COMUM?

Entidade abre inscrições para assessoria em empreendedorismo feminino

A pluralidade do mundo empresarial, o posicionamento feminino no mercado e as inúmeras táticas de marketing nos permite desenvolver análises completas nos mais variados cenários e, seja no campo da música ou dos cosméticos, essas ferramentas podem ser excelentes aliadas para a ascensão das marcas. Larissa de Macedo, conhecida internacionalmente como Anitta, ascendeu no cenário musical brasileiro em 2013 e, desde então, atingiu patamares nunca antes alcançados por um cantor pop brasileiro. Entretanto, o sucesso não é resultado exclusivo do talento musical e, na realidade, toda a trajetória da artista é um exemplo de case de sucesso do marketing. Em paralelo, Bianca Andrade, ou “Boca Rosa”, começou sua jornada com um blog sobre maquiagem, cresceu com a popularização dos influenciadores digitais e, hoje, atua como diretora criativa de suas próprias linhas “Boca Rosa Beauty” e “Boca Rosa Hair”, em parceria com as empresas nacionais Payot e Cadiveu, respectivamente.

Segundo Jonathan e Silva (2007), as contingências do mercado e a dificuldade de inserção das mulheres no espaço público de trabalho nos fazem parar e pensar sobre as características e consequências do trabalho feminino para o empreendedorismo. Diante disso, já parou para pensar nas estratégias utilizadas por Bianca Andrade e Anitta? Quais ações de marketing as aproxima? O caminho para conquistar o espaço no mercado pode ser diferente para cada empreendedor, mas a tomada de decisão não necessariamente, possibilitando a oxigenação de ideias, além de propostas inovadoras e até mesmo “divertidas” aos olhos do público.

Primeiramente, vamos começar analisando a forma de gestão da cantora. Com uma visão estratégica apurada, a artista, logo no início da carreira, entendeu que seu público gosta de ter informações constantes e assunto para comentar entre si. Isso é reafirmado ao analisarmos a manutenção ativa de sua imagem na mídia e as ações de engajamento nas plataformas digitais. O Projeto Xeque-Mate executado em 2017, por exemplo, consistiu na liberação de quatro materiais audiovisuais no período de três meses. Com isso, o volume de novidades em um curto espaço de tempo contribuiu para manter o nome dela em ascensão sem tornar cansativo ou entediante e ainda impulsionou o estrelato prematuro na América Latina. Outro exemplo é a série biográfica “Vai Anitta” (2018) lançada no serviço de streaming Netflix, mostrando sua vida pessoal e profissional detalhadamente.

Além disso, a empresária sabe como o mercado musical funciona, definiu muito bem onde quer chegar e, por ter conhecimento dessas variáveis, sabe quais medidas deve aplicar para atingir um objetivo específico. De acordo com o Blog Ipog (2019), um exemplo claro disso é a forma como realiza seus shows: ao definir um cachê baixo, ela consegue maior volume, atingindo mais pessoas e estreitando o contato com os fãs. Em paralelo, a plataforma online Destino Negócio (2015) afirma que para expandir o público, se firmar no mercado latino e aumentar seu networking, o co-branding – união de vários nomes ou marcas usadas ​​em conjunto em um único produto ou serviço – é um aliado. Não ficou claro? Pense no número de parceriascom o colombiano J Balvin e como foram eficientes para a conquista de um novo público para ambos: os fãs do cantor a descobriram e vice-versa.

Ademais, engana-se quem pensa que a música é o único cenário onde Anitta atua. No campo da moda, a mais recente ferramenta do marketing utilizada por ela chama-se “Estratégia de Continuidade”, que consiste em uma tática para transformar seu produto em algo além da oferta principal e, assim, firmar seu espaço em um novo modelo de negócio. Para ficar mais claro, vamos analisar o plano de ação escolhido para dar suporte ao lançamento da nova coleção de shorts da artista, que almejava expandir seu campo de atuação e inserir-se no ambiente da moda. Durante o Rock In Rio de 2019, Anitta começou a usar o mesmo estilo de roupa em todos os shows e, com isso, conseguiu impulsionar a marca de forma orgânica, lançando uma tendência muito aceita pelo público e diminuindo a probabilidade de baixo desempenho do produto no mercado.

Seguindo essa linha de raciocínio, Bianca Andrade (ou Boca Rosa), utilizou a tática no anúncio de sua linha capilar em parceria com a empresa nacional Payot. Nos meses que antecederam o lançamento, a empresária mudou o estilo de cabelo diversas vezes, alterando cor e corte. Ou seja, criou uma expectativa nas seguidoras para expandir seu campo de atuação que antes era limitado à maquiagem. Somado a isso, também desenvolveu uma campanha gigantesca envolvendo música, embalagens chamativas e postagens constantes em seu perfil pessoal, levando ao sucesso do produto.

Ao mesmo tempo, algumas outras estratégias utilizadas por ela são: utilizar a rede social pessoal como veículo de publicidade; desenvolver forte apelo visual e olfativo para os produtos; elaborar press-kits (materiais de divulgação enviado pela assessoria para pessoas famosas ou com significativo número de seguidores) bem elaborados e chamativos para que sejam postados nos stories de quem está recebendo e, assim, capturar mais público; repostar as publicações de suas seguidoras para gerar publicidade natural e fortalecer o contato com o consumidor; e, por fim, uma identidade visual flexível. Como definido por Silva (2017), o desenvolvimento dessa linha de atuação permite que a marca acompanhe o dinamismo do seu público e se encaixa à realidade de redes sociais como o Instagram, onde o volume de postagens é alto e, por conseguinte, as tendências são rapidamente transformadas. Tudo isso possibilitou que Bianca firmasse o espaço da sua marca e construísse um bom posicionamento com o cliente.

Em suma, é notório como as tomadas de decisões variam de acordo com o indivíduo responsável, entretanto o papel do marketing e ramificações sempre aparecem como protagonistas. Ao optar por ferramenta X ou Y definem como a “construção de uma marca icônica está diretamente atrelada a valores, ideais e identificação com o público, de forma que a vida pessoal, as escolhas e preferências do consumidor caminhem espontaneamente em direção a determinado produto” (MUNDO MARKETING, 2013). Além disso, entender como essas empreendedoras pensam, determinam as variadas estratégias de ação e traçam o caminho que suas marcas tomarão é de extrema importância para reafirmar a importância dessas mulheres para o cenário nacional e o que elas representam.

REFERÊNCIAS

DESTINO NEGÓCIO. Entenda o que é co-branding e conheça exemplos de sucesso. 2015. Disponível em: < https://destinonegocio.com/br/empreendedorismo/entenda-o-que-e-co-branding-e-conheca-exemplos-de-sucesso/>. Acesso em: 27 Mar. 2020.

JONATHAN, Evan G.; SILVA, Taissa M. R. da. Empreendedorismo feminino: tecendo a trama de demandas conflitantes. Psicologia Social. Porto Alegre, 2007. V.19, N.1, p. 77-84. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-71822007000100011&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 27 Mar. 2020.

IPOG BLOG. Nino Carvalho. 7 lições de Anitta para montar o seu plano de marketing. 2019. Disponível em: < https://blog.ipog.edu.br/comunicacao-e-marketing/plano-de-marketing/>. Acesso em: 26 Mar. 2020.

MUNDO MARKETING. Luísa Medeiros. Como as marcas icônicas constroem cultura e alteram o mercado. 2013. Disponível em: < https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/27380/como-as-marcas-iconicas-constroem-cultura-e-alteram-o-mercado.html>. Acesso: 26 Mar. 2020

QUALITA COMUNICAÇÃO. O que a Anitta pode nos ensinar sobre co-marketing. 2019. Disponível em: < https://qualitacomunicacao.com/br/o-que-anitta-pode-nos-ensinar-sobre-co-marketing/>. Acesso em: 26 Mar. 2020.

SILVA, Julia de O. da. O Estudo das Identidades Visuais Flexíveis com Aplicação na Identidade Visual da UNEB. 2017. 90 f. TCC (Graduação) – Curso de Design, Universidade do Estado da Bahia, Salvador, 2017. Disponível em: <http://www.saberaberto.uneb.br/jspui/handle/123456789/13/browse?type=subject&order=ASC&rpp=20&value=identidade+visual>. Acesso em: 27 Mar. 2020.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO FEITA EM: 18.06.2020

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Livros Curiosos: O que o Sr. dos Anéis, o Assassinato no Expresso do Oriente e a Guerra dos Tronos tem a ver com a administração?

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Em algum momento da sua vida você já deve ter lido um livro, seja ele de romance, ficção, terror, infanto-juvenil entre outros gêneros. Acertei? Se não, já deve ter visto um filme inspirado em algum. Agora o que provavelmente você não sabe, é que muitos desses livros, alguns famosos até aqui no Brasil, trazem alguma lição ou aprendizagem sobre administração. A seguir, você encontrará três livros que retratam esse link com esta ciência social, e demostraremos como simples histórias de ficção podem trazer grandes aprendizagens úteis para a vida real.

Em uma primeira análise, a trilogia “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel”, escrita por J.R.R. Tolkien, conhecida por muitas pessoas também pela série de filmes, mostra a trajetória do protagonista, Hobbit Frodo, que em sua missão de acabar com o poderoso anel de Sauron, enfrenta diversos desafios em sua jornada. Neste contexto, podemos analisar essa história da seguinte forma: ter um objetivo é essencial na vida de quem tem uma empresa, não concorda? É preciso saber qual a missão do seu negócio para seguir em frente, sem ceder a tentações de abandonar essa árdua tarefa. Em Senhor dos anéis, Frodo é um grande exemplo disso, durante a busca para realizar sua missão, Gollum também não fica de fora, ele personifica claramente os concorrentes que tentarão a qualquer custo atrapalhar o empreendedor, a ponto de fazê-lo muitas vezes querer desistir.

Em paralelo também podemos fazer uma análise de “O Assassinato no Expresso do Oriente”. Este, um dos principais romances de Agatha Christe, traz a história do detetive Hercule Poirot, que se encontra dentro do trem no qual ocorre um assassinato. Intrigado e pressionado, ele precisa investigar os passageiros e descobrir quem é o assassino e quais seus motivos. Se olhado do ponto de vista administrativo, o best-seller traz em suas páginas, de maneira implícita, como um administrador deve se comportar ao precisar tomar uma decisão diante de um problema. Assim, como o detetive, um gestor deve analisar todas as informações e dados, entender todas as circunstâncias que levaram aquela situação, relacionando de maneira sistemática tudo que aconteceu com o presente da organização, e assim tomar a melhor decisão para aquele problema, sem evitar futuros atrasos.

Por fim temos o best-seller “A Guerra dos Tronos” que é um sucesso mundial, seja nos livros ou na série. Em sua obra, George R. R. Martin traz para o leitor uma incrível história com disputas políticas e violentas lutas entre diversas famílias em torno do poder. Se tivermos um olhar minucioso conseguiremos analisar os vários conflitos, competições e negociações que fazem parte de seu enredo, e sua total relação com os diversos jogos políticos que existe dentro das grandes organizações. Quando se é um administrador, é fundamental que você saiba como ler os interesses de outras organizações, para que assim consiga negociar com elas, até porque no meio corporativo é bastante comum uma empresa depender de outras organizações para conseguir seu sucesso.

Através dessa analise geral dos três livros aqui citados, podemos ver que a administração, muito além de uma ciência social que veio ao mundo para auxiliar as organizações, ela está totalmente intrínseca nos mais diversos âmbitos de nossa sociedade. Nesse texto abordamos livros que aparentemente você vê e pensa que não há relação com administração, no entanto, após uma observação de outro ponto de vista, o entendimento do real papel de um administrador dentro das empresas é mostrado, mas em um contexto diferente. Por fim convidamos vocês a refletirem os mais diversos livros, filmes e series que já tenha lido ou assistido, e pensarem o link da administração dentro daquela obra, e assim refletir a importância de tamanha profissão e profissional para nossa sociedade.

REFERÊNCIAS

DOC9: Gestão de Dados Empresárias. 9 Dicas de Livros que todo Advogado Precisa Ler. Sistema DOC9. Disponível em: <https://sistema.doc9.com.br/solicitacoes9-dicas-de-livros-que-todo-advogado-precisa-ler/>. Acesso em: 19 mar. 2020.

FONSECA, Mariana. 11 livros de ficção que dão uma aula de empreendedorismo. Revista Enxame, 03 mar. 2016. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/pme/11-livros-de-ficcao-que-dao-uma-aula-de-empreendedorismo/>. Acesso em: 19 mar. 2020.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO NO TEXTO FEITA EM: 08.05.2020.

Por: Jeferson Costa.

 

Coronavírus e a Gestão de Riscos

Projeto – Blog da TreinaWeb

No final de dezembro de 2019, a primeira evidência do Coronavírus, causador da COVID-19, apareceu na cidade Wuhan, na China, e em cerca de dois meses essa doença se tornou uma pandemia, atingindo criticamente países europeus, como a Itália e a Espanha e, atualmente, se faz presente no Brasil. Assim, a quarentena foi estabelecida como medida de contenção do contágio. Em casos mais graves, o lockdown foi decretado, isto é, o distanciamento social obrigatório com saída permitida apenas para realizar ou ser favorecido de serviços essenciais, como supermercados e farmácias.

Nesse contexto, a dispersão acelerada da doença impede que muitos colaboradores trabalhem de forma presencial, logo os clientes ficam impedidos de irem realizar compras nas lojas. Dessa maneira, o comércio, em geral, do microempreendedor até a maior indústria, precisou se reorganizar e estabelecer novas estratégias de venda, como a introdução de entrega por delivery, para se manter no mercado. Essas novas medidas oriundas do surgimento de riscos, isto é, vindas de um efeito incerto (positivo ou negativo), podem ser relacionadas ao conceito de Gestão de Riscos.

Gestão de Riscos, de acordo com a ISO 31000 (norma da família de gestão de risco criada pela International Organization for Standardization), se refere a terminologia usada para tratar de um conjunto de ações estratégicas, como identificação, administração, condução e prevenção dos riscos ligados a uma determinada atividade. Esse procedimento possibilita que a empresa, primeiramente, considere uma mentalidade de riscos e aja de forma preventiva, evitando possíveis perdas, sejam elas humanas ou materiais. Na metodologia clássica dos 5 passos previstos para gerir riscos estão as seguintes fases:

  1. Identificação: catalogar e conhecer os riscos;
  2. Análise qualitativa: determinar o grau de importância de cada risco e a possibilidade de acontecer;
  3. Análise quantitativa: avaliar os impactos e os efeitos causados pelos riscos;
  4. Planejamento de respostas: estabelecer ações que deverão ser executadas em caso de ameaça para apaziguar os efeitos;
  5. Monitoramento: acompanhar os processos de prevenção para identificar se estão sendo executados corretamente.

Assim sendo, é possível perceber a relevância da Gestão de Riscos em um ambiente de crise iminente, uma vez que procura fortalecer a organização e ajudar, mesmo que indiretamente, a sociedade, deixando-as preparadas para serem capazes de aproveitar o máximo que puderem das oportunidades que estejam à disposição. Como exemplo pode-se citar a Magazine Luiza que, segundo a revista Croma, está sendo reconhecida pelas iniciativas de emprego para autônomos com a expansão dos revendedores, além das doações de aparelhos respiratórios para hospitais públicos, além de  revigorar a competitividade, por meio de estratégias bem posicionadas, e de minimizar os impactos, por meio de planos de ação previamente desenhados.

 

REFERÊNCIAS:

PEREIRA, Marcelo. A importância da gestão de risco com a epidemia de coronavírus global. 2020. Disponível em: https://canaltech.com.br/mercado/a-importancia-da-gestao-de-risco-com-a-epidemia-de-coronavirus-global-161950/. Acesso em: 15 maio 2020.

TEIXEIRA, Ariele Salles. O que é Gestão de Risco? 2015. Disponível em: https://blogdaqualidade.com.br/o-que-e-gestao-de-risco/. Acesso em: 15 maio 2020.

VANESSA. Entenda a importância da gestão de riscos: veja agora como a gestão de riscos funciona e o que ela pode oferecer para a sua organização!. 2019. Disponível em: https://administradores.com.br/artigos/entenda-a-importancia-da-gestao-de-riscos. Acesso em: 15 maio 2020.

UOL. Itaú, Ambev e Magalu: estudo aponta marcas mais lembradas durante pandemia. Disponível em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/05/13/itau-ambev-e-magalu-estudo-aponta-marcas-mais-lembradas-durante-pandemia.htm. Acesso em: 10 jun. 2020.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO NO TEXTO FEITA EM: 17.06.2020

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Valorant

Criadora do LoL, Riot solta teaser de novo jogo "Valorant" | Cointimes

Se você não é uma pessoa muito antenada nos mundo dos Games, no dia 5 de maio de 2020, a grande poderosa Riot Games, empresa que criou o fenômeno League of Legends (LoL), lançou no Brasil a fase beta de um novo jogo chamado Valorant, logo, devido ao prestígio da organização, recaíram elevadíssimas expectativas sobre o novo produto, como definiu o site Eurogamer. O jogo é de tiro em primeira pessoa de cinco contra cinco jogadores, em que a habilidade individual é de extrema importância para conseguir a vitória, e, além disso, é totalmente gratuito. Apesar de ainda estar em fase de testes, o gamejá é sensação no mercado de jogos, conseguindo atrair facilmente jogadores e assim, adquirir vantagens competitivas sobre as outras empresas do ramo.

Você pode não saber nada sobre League of Legends, mas com certeza conhece alguém que passa horas jogando ou viu pela TV uma partida profissional ou, até mesmo, ficou sabendo de algum evento promovido pela Riot Games. A empresa, fundada em 2006, é conhecida por tratar muito bem seus clientes, já que constantemente ouve os anseios e feedbacks destes, e por incentivar o cenário profissional dos seus games, uma vez que promove eventos grandiosos para este fim. Exemplo disso foi a final do campeonato brasileiro do LoL, que se deu no Allianz Parque, estádio do Palmeiras, com mais de 12 mil espectadores ao vivo e milhares pelas plataformas de streaming. O novo jogo já possui vantagem competitiva, apenas por estar sendo desenvolvido por essa empresa, não é para menos que o anúncio do Valorant está sendo um motivo de preocupação para seus concorrentes. O Globo Esporte fez entrevistas com grandes figuras do cenário profissional, os quais anunciaram que estariam largando sua carreira em jogos de empresas consolidadas como a Valve, Blizzard e Ubisoft, e tentariam se dedicar ao competitivo do novo jogo da Riot Games. Estes relataram que em seus jogos de origem não viam perspectivas de crescimento, os equipamentos para suportar o jogo eram muito caros, há falta de amparo da desenvolvedora, entre outros motivos.

Outra vantagem que o Valorant está tendo sobre seus concorrentes é seu novo sistema contra trapaças. Especialmente em jogos de tiro, os programas de trapaças são atrativos por conta da precisão mecânica, ou seja, conseguir mirar de forma artificial nas partes vitais dos personagens, dessa forma, conseguindo superioridade sobre o inimigo. Nesse contexto, é corriqueiro em jogos como Counter-Strike e Rainbow Six Siege encontrar jogadores usando trapaças. Assim, os responsáveis pelo desenvolvimento do sistema antifraudes estão oferecendo US$ 100 mil (cem mil dólares) como recompensa para quem achar falhas neste sistema, segundo uma reportagem deste ano do Globo Esportes.

Dessa forma, é fácil concluir que buscar ter um bom relacionamento com seus clientes e procurar proporcionar a melhor experiência possível para estes consumidores deveriam ser lemas para as organizações, assim como seus valores. Segundo Porter (1996), as vantagens competitivas são resultados da capacidade das empresas de realizarem eficientemente o conjunto de atividades necessárias para obter um custo mais baixo que o dos concorrentes e/ou se organizar de uma forma única, capaz de gerar um valor diferenciado. Com isso em mente, se torna claro que o Valorant, novo jogo da Riot Games, provavelmente será um sucesso, não por simplesmente ser de uma empresa grandiosa, mas porque o jogo, ainda na sua fase beta, ou seja, até o momento não foi lançado oficialmente, já possui vantagem competitiva em relação aos concorrentes já consolidados. 

 

Referencias

CARBONE, Filipe. Valorant: Riot oferece R$ 523 mil para quem encontrar falhas no anti-cheat. Disponível em: https://globoesporte.globo.com/e-sportv/valorant/noticia/valorant-riot-oferece-r-523-mil-para-quem-encontrar-falhas-no-anti-cheat.ghtml. Acesso em: 15 maio 2020.

LOUREIRO. Jorge. Valorant é o novo FPS free-to-play da Riot Games e chegará no Verão de 2020. Disponível em: https://www.eurogamer.pt/articles/valorant-fps-f2p-riot-games-data-lancamento. Acesso em: 15 maio 2020.

MARQUES, Roque. Sensação, Valorant vira esperança para profissionais de outros games. Disponível em: https://globoesporte.globo.com/e-sportv/valorant/noticia/sensacao-valorant-vira-esperanca-para-profissionais-de-outros-games.ghtml. Acesso em: 15 maio 2020.

PORTER, Michael E. et al. What is strategy?. Harvard business review, v. 74, n. 6, p. 61-78, 1996.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO NO TEXTO FEITA EM: 18.06.2020

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Slow Fashion, a conciliação da moda com o meio ambiente

Webjornalismo UFPI: Slow fashion: a nova maneira de consumir

O meio ambiente, desde meados do século passado, é temática alvo de grandes debates em busca de caminhos para desacelerar a degradação ambiental sem prejudicar o desenvolvimento social e econômico das sociedades. Em paralelo, a ascensão da indústria têxtil fixou um cenário de movimentação de cifras milionárias, e em muitos casos, de fomento da precarização da mão de obra em países emergentes, degradação do meio ambiente com resíduos industriais e indução do aumento de lixo comum com o descarte de roupas, calçados e acessórios “desatualizados” em relação às tendências da moda.

O modo de produção fast fashion – termo em inglês que significa “moda rápida”-  é um agravante desse problema, ao passo que esse sistema sugere um ciclo de produto muito curto, pois os itens são produzidos, vendidos e descartados com grande velocidade, sendo acompanhados principalmente pelas sazonalidades e pelo estilo de vida consumista desenvolvido por muitas pessoas na contemporaneidade.

Conforme dados do site Ecycle, as peças fast fashion são utilizadas, em média, cinco vezes e formam por volta de 400% mais emissões de carbono do que peças comuns, que em média, são usadas 50 vezes. Além das emissões de carbono, ainda se pode mencionar que para a produção dessas peças são desencadeados uma série de processos prejudiciais a natureza como os desmatamentos, extração de petróleo, utilização de agrotóxicos e fertilizantes.

De forma antagônica a esse movimento nocivo, tem-se o slow fashion – modo de produção que significa “moda lenta” – que tem como propósito a formação de um sistema transparente e com menos intermediação entre produtor e consumidor. Um dos benefícios que podemos elencar é a disponibilização ao mercado de produtos sustentáveis, promovendo a atuação colaborativa entre os agentes da cadeia têxtil e o descarte correto do lixo gerado. Segundo a revista InfoMoney (2018), a característica predominante desse estilo é o incentivo aos modelos de negócios locais e independentes, através dos bazares, dos designers independentes, das roupas artesanais feitas por tecelãs e dos produtores locais.

Dado esse cenário, o slow fashion torna-se um grande aliado da sustentabilidade, uma vez que promove a desaceleração da degradação ambiental ao passo que colabora com o desenvolvimento social e econômico dos produtores locais, sendo uma oportunidade grandiosa de, nós consumidores, adotarmos um estilo de vida na qual contribuímos com a sustentabilidade e seus pilares (social, econômico e ambiental), sem abrir mão de estar na moda e de bem consigo mesmo.

 

Referências

DINO. O impacto social do slow fashion: a moda sustentável. 2018. Disponível em: <https://www.infomoney.com.br/patrocinados/noticias-corporativas/o-impacto-social-do-slow-fashion-a-moda-sustentavel/>. Acesso em: 30 jan. 2020.

LEGNAIOLI, Stella. O que é fast fashion? s.i.. Disponível em: <https://www.ecycle.com.br/5891-fast-fashion>. Acesso em: 23 jan. 2020.

PEREIRA, Bárbara. Slow fashion: como se adaptar ao movimento que preza pela moda sustentável. 2019. Disponível em: <https://emais.estadao.com.br/noticias/moda-e-beleza,slow-fashion-como-se-adaptar-ao-movimento-que-preza-pela-moda-sustentavel,70002851663>. Acesso em: 23 jan. 2020.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO NO TEXTO FEITA EM: 13.06.2020

Diego mota

Temos que consertar rápido! O caso Sonic, jogada de marketing ou preservação de imagem?

Sonic' até mudou, mas as maldades de Jim Carey salvam a produção ...

O filme Sonic, baseado na série de jogos da SEGA, cujo personagem principal carrega o mesmo nome, teve sua data inicial de estreia anunciada para 08 de novembro de 2019.  Entretanto, a produção recebeu um desastroso feedback por parte de sua audiência, referente a aparência do personagem, que ficou bastante humanizada e bem distante do carismático ouriço azul que conquistou gerações de jogadores ao longo dos anos. Em decorrência disso, logo após a liberação do primeiro trailer oficial do filme seu lançamento foi adiado em três meses.

Imediatamente após todos os comentários negativos, o diretor do filme, Jeff Fowler, agradeceu por todo o apoio e criticismo e se dispôs, juntamente com toda a equipe de design e animação gráfica, a refazer o personagem, com o intuito de tornar a produção no melhor que ela poderia ser. A decisão de reformulá-lo e postergar o lançamento nos cinemas foi recebida positivamente pelos fãs, que ficaram ainda mais animados ao verem o resultado após a estreia do segundo trailer do filme em 12 de novembro de 2019. O redesign foi um sucesso, e a obra é uma das mais aguardadas de 2020.

Inesperadamente, muitos fãs começaram a especular, em redes socias como o Twitter e o Reddit, a respeito de o episódio ter se tratado de uma jogada de marketing por parte dos produtores do filme. O primeiro trailer oficial foi amplamente divulgado e chegou a virar um meme que percorreu a internet do mundo inteiro. Se, por um lado, o trailer foi um grande alvo de críticas, por outro, ele também proporcionou bastante visibilidade à produção por conta da difamação do personagem nas redes sociais. Além disso, após a divulgação do novo design, os comentários e críticas adotaram uma luz mais positiva.

A agilidade e compreensão da equipe responsável em remodelar o personagem também agradou os fãs. Dentro de um prazo de seis meses, Sonic recuperou seu charme original e a produção ganhou um grande boost de imagem por acatar os desejos dos seus consumidores finais. Tendo em vista que houve um gasto de milhões em merchandising, trailers e posters, que tiveram de ser refeitos, além da reanimação do filme e da perda de credibilidade sofrida pelo estúdio, essa teoria da conspiração perde muito de seu argumento. Entretanto, apesar de todos os contratempos, é seguro afirmar que o filme não teria gerado tanta expectativa se não fosse por esse incidente, e o público mal pode esperar para que esse ouriço azul venha rápido aos cinemas.

 

REFERÊNCIAS

FULLERTON, Huw. No, Sonic’s new look isn’t a conspiracy – but we could all learn from it. RadioTimes, 14 de novembro de 2019. Disponível em: <https://www.radiotimes.com/news/film/2019-11-14/sonic-the-hedgehog-new-look-theory/>. Acesso em: 27 de janeiro de 2020.

GÓIS, Paulo C. EITA! Visual horrível do Sonic pode ser jogada de marketing – entenda! Nerdsite, 03 de maio de 2019. Disponível em: <https://www.nerdsite.com.br/2019/05/eita-visual-horrivel-do-sonic-pode-ser-jogada-de-marketing-entenda/>. Acesso em: 29 de novembro de 2019.

‘SONIC’ ganha novo visual após críticas; ASSISTA ao 1° trailer com mudanças. G1, 12 de novembro de 2019. Disponível em: <https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2019/11/12/sonic-muda-de-visual-apos-criticas-assista-ao-trailer.ghtml>. Acesso em: 29 de novembro de 2019.

VIANNA, Katlúscia. Sonic – O Filme: Lançamento é adiado para mudar o visual do personagem. Adoro Cinema, 24 de maio de 2019. Disponível em:  <http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-148326/>. Acesso em: 29 de novembro de 2019.

WAKKA, Wagner. Novo trailer do filme de Sonic traz novo design do personagem. E que diferença! Canaltech, 12 de novembro de 2019. Disponível em: <https://canaltech.com.br/cinema/novo-trailer-do-filme-de-sonic-mostra-novo-design-do-personagem-155029/>. Acesso em: 29 de novembro de 2019.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO NO TEXTO FEITA EM: 04.05.2020

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